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domingo, 14 de setembro de 2008
Sexo e Bacanal é Só na U.A.L.
Eis o hino não-oficial do curso de Literatura da Universidade onde estudei. Sem dúvida concebido por um dos maiores atrasados mentais que por lá passou, este hino continua a ser orgulhosamente impingido aos caloiros por um grupo de pseudo-doutores. Hino? Só se fôr hino à estupidez e à ignorância. E se a estupidez e a ignorância fossem cursos universitários, estas "pessoas" seriam concerteza os maiores doutores que por aí andavam. Mas o caso é mais grave do que o título dá a entender. Senão vejamos: "Sexo e bacanal, é só na UAL. Sexo e orgia, autonomia. E quem a tem mais dura, e faz com mais ternura, são os de literatura...". Epá!!! Mas o que é isto?? Parece-me que, para além de serem atrasados mentais, estes "doutores" andam com a taxa de basófia muito elevada. Tendo sido estudante daquela universidade durante 4 anos, sinto-me na obrigação de repôr a verdade sobre este assunto. Vamos lá então: "Sexo e bacanal, é só na UAL" - Sinceramente, não acredito que sexo e bacanal seja só na UAL. Para já, não creio que as instalações da UAL sejam suficientemente grandes para albergarem todos os praticantes de sexo que andam por aí (mesmo usando as salas de aula). E depois, à excepção de alguns rumores de que alguns panascas se andavam a apalpar nas casas-de-banho, e de que alguns professores fodilhões tinham sido apanhados em pleno acto numa sala de aulas, nunca ouvi falar de bacanais nenhuns. "Sexo e orgia, autonomia"- Aqui está uma rima difícil, que só está ao nível dos melhores alunos de literatura. "E quem a tem mais dura" - Cá está mais uma prova de que na realidade não há sexo nem bacanal nem orgias na UAL. A razão é muito simples: se houvesse assim tanto sexo na UAL, os seus alunos não andavam sempre com "ela" dura. O andar por aí de pau-feito é claramente um sinal de falta de sexo. É também prova de que estas pessoas ainda não sairam da adolescência, o que explica a sua falta de sexo e os seus comportamentos de atrasados mentais. Por fim, temos: "e faz com mais ternura, são os de literatura" - Mais um rima inteligente e bastante complicada de compôr. Acredito que sejam muito ternurentos, mas acho que os panascas que se apalpam nas casas-de-banho não devem contar para a estatística. Sendo assim, numa análise um pouco ao jeito de Freud, só se podem tirar as seguintes conclusões: as "pessoas" que apregoam este tipo de hinos de livre vontade, só podem ser "pessoas" frustradas e muito pouco, ou nada, realizadas a nível sexual. Do ponto de vista social (se é que têm vida social), é melhor nem entrarmos por aí. Tirem as vossas próprias conclusões. E se tiverem dificuldades, dêem mais uma olhadela na letra deste hino.
domingo, 31 de agosto de 2008
Cagões R'Us
Eu cago, tu cagas, ele caga... cagar é humano. É uma necessidade básica, e por isso ninguém deve ser gozado por isso. Mas, felizmente, há sempre excepções! Há pessoas que... digamos... se sentem demasiado à vontade com essa necessidade e parece que fazem questão em tornar públicas as suas habilidades intestinais. É a essas criaturas corajosas que dedico este texto. Seleccionei para o efeito um caso verídico a que tive a "sorte" de testemunhar. Já não é a primeira vez que tenho o "privilégio" de assistir ao vivo a manifestações deste tipo e presumo que também não será a última. Digo isto porque, na casa-de-banho pública do parque de campismo onde passo férias todos os anos, ocorrem frequentemente episódios de rituais grotestos de toda a espécie (alguns deles verdadeiramente assustadores!) Desde homens que soltam gases como se não houvesse amanhã, passando por outros que se barbeiam num único movimento ascendente do escroto ao pescoço. Não esquecendo, claro, aqueles que se escarram com tanta violência que quase se vomitam todos. Enfim... acho que já deu para ter uma ideia da riqueza sócio-cultural deste espaço. Mas não me posso despedir sem antes partilhar convosco o melhor momento do Verão 2008: Estava a lavar os dentes depois de ter tomado o pequeno-almoço, quando um homem com cerca de 40 anos, aparentemente inofensivo, entrou na casa-de-banho com um rolo de papel higiénico na mão. Passou por mim calmamente e fez questão de me dizer "bom-dia", ao qual respondi com naturalidade. Pensei que se tratasse apenas de um cagão normal a caminho de satisfazer a sua inocente necessidade. Mas não! Este não era um "homem" normal. Tratava-se de um ser poderosíssimo, que se preparava para protagonizar uma cena capaz de inferiorizar os mais comuns dos cagões. Por debaixo de uma aparência enganadora de um homem de meia-idade, escondiam-se as entranhas mais podres do sistema-solar e arredores. É impossível descrever por palavras o poder destrutivo dos intestinos daquele ser. No curto espaço de 1 minuto, este artista foi capaz de me dizer "bom-dia", partir a loiça toda no meio de grunhidos indescritíveis, limpar o cú (espero eu!), puxar o autoclismo (pelo menos é educado) e dizer-me até logo com um sorriso nos lábios. E pela cara que fez quando se despediu, presumo que estava bastante orgulhoso da sua prestação. Por razões óbvias, e apesar de admirar o seu poder, desejei não me cruzar com ele até acabar o fim-de-semana. E, felizmente, foi mesmo isso que aconteceu. Desapareceu tão depressa e misteriosamente como se deu a conhecer naquele minuto. O mesmo não posso dizer do rasto de cheiro a merda que deixou na casa-de-banho. Esse deve ter durado muito mais do que 1 minuto! De uma coisa podem ter a certeza: eu é que não fiquei lá a cronometrar...
Epá! Deslarga-me!!!
Aqui vai uma adivinha: qual é a coisa, qual é ela, que é o ser-vivo mais irritante à face da terra? Aqui aceito duas respostas: as melgas e as moscas. No entanto, apesar das melgas serem capazes de nos chupar a paciência, escolhi as moscas para serem alvos da minha indignação. Ao contrário das melgas, que atacam apenas em certas alturas dependendo de factores como o clima, as moscas não tiram férias. É tão simples quanto isto: onde há merda, há moscas. Ou seja, elas estão em todo o lado! Mas afinal qual será o desígnio por detrás da concepção da mosca? Parece que toda a criação desempenha um papel importante no equilíbrio da vida terrestre. Será a mosca uma piada de mau gosto de Deus? Admito que não sou nenhum perito em zoologia e que até poderá existir algo de bom para que a mosca contribua. Mas da minha experiência pessoal com estes bichos, parece-me que o seu único objectivo é testar a paciência dos seres-humanos e levá-la aos limites. Às vezes imagino Deus e o Diabo sentados frente-a-frente, depois de terem jogado à bisca de três, a fazerem apostas do tipo: "Aposto que o gajo não aguenta 15 segundos sem mandar a mosca p'ró caralho." Enfim... nunca se sabe. O que é certo é que nunca se poderia esperar muito de um animal que come merda. Entretanto, enquanto escrevo este texto deitado na relva à beira da piscina, anda uma mosca a tentar a sua sorte há mais de 15 segundos. "Vais morrer sua p**a de m***a!!!" (Onde é que eu pus o chinelo?)
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Karaoke Gay
O conceito de dar hipótese às pessoas de cantarem em público é bastante inofensivo... ou não! Concordo que o karaoke seja um tipo de animação engraçado. Se bem explorado, até pode criar um bom ambiente entre pessoas de bom gosto. O problema é que vivemos num país recheado de pessoas com gostos... duvidosos. Quantas vezes já testemunharam situações em noites de karaoke em que "homens" sem amor próprio cantam músicas de gaja? Músicas como "Mentira" ou "Cavaleiro Andante"... Digam-me sinceramente: mas o que é que estes gajos merecem? E depois de cantarem ainda ficam com a ideia de que são os heróis da noite, só porque foram aplaudidos por 10 Cláudios Ramos, 8 mulheres e 30 bêbados! Então não era de lhes enfiarem o microfone pela peida acima? O problema é que se calhar ainda gostavam e depois nunca mais queriam cantar outra coisa!!! É melhor não...
Parecem Bandos de Pardais
Eu adoro crianças. Calma! Não as "adoro" tanto com o M.J. e como o C.C. (para proteger o bom nome de Michael Jackson e de Carlos Cruz...oops). Mas adoro-as. Adoro a sua inocência, a sua bondade sem pedir nada em troca, a sua alegria contagiante, etc. Mas há alturas em que uma bela espingarda de canos serrados daria muito jeito. É óbvio que as crianças têm todo o direito a serem expansivas e temos de ser pacientes para com algumas das suas manifestações irritantes. Mas quando as manifestações se apresentam sob a forma de gritos que atingem decibéis superiores a mil Mariah Careys com o cio, torna-se complicado de controlar certos ímpetos assassinos. Agora imaginem um grupo destas criancinhas a gritar ao mesmo tempo pertíssimo dos meus ouvidos... começam logo a vir-me ideias à cabeça. Um destes dias, estava eu a gozar um belo fim-de-semana de descanso ao ar-livre num parque de campismo, quando me aconteceu o seguinte episódio: tinha acabado de sair da piscina e estava a passar ao lado de um pequeno parque-infantil a caminho da tenda. Um grupo de miúdos estava no parque em plena choradeira e berreira colectiva porque queriam andar nos baloiços e estes estavam todos enrolados. A mãe de um dos miúdos viu-me passar e pediu-me ajuda. No meio daqueles gritinhos imbirrantes (que eu adoro!), lá fiz dos ouvidos coração e decidi fazer a boa acção do dia. Assim que desembaracei os baloiços deu-se uma guerra por um lugar no baloiço. Os meninos (tão queridos!) puxaram os cabelos das meninas (tão fofas!), as meninas começaram a gritar e as mães (tão...impotentes) a falar pró boneco. E eu... comecei a ver tudo vermelho. Ninguém me agradeceu o gesto. Nem mesmo as mães! Virei as costas e fui-me embora. Agora digam-me lá se não era uma granada bem mandada. Era pois! Com sorte iam as crianças e as mães também. Mas ainda bem que não costumo andar com granadas no bolso dos meus calções de banho. Com o meu azar, ainda me caía um naco de carne tenrinha em cima da t-shirt da Nike. E todos sabem como é difícil tirar nódoas de sangue da roupa. Enfim... adoro crianças, mas cada vez mais percebo as vantagens de um preservativo.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Cuidado com o SI Bemol
O restaurante tinha acabado de abrir naquele dia. O sr. Alfredo, cliente habitual, foi o primeiro a chegar. Era o único cliente no estabelecimento.
Boa noite sr. Alfredo! Como está o meu amigo? - cumprimentou o empregado do restaurante.
Cá se vai andando. Hoje trago uma fome dos diabos! - respondeu Alfredo
Nesse caso escolheu bem o dia para nos visitar. Temos uma óptima selecção de pratos! - disse o empregado apontando para o menu.
Hoje apetece-me experimentar um prato novo. Ora deixe cá ver... - Alfredo preparava-se para percorrer a lista.
Um prato novo? Tenho o ideal para si! Que tal lhe soa um belo piano acabadinho de fazer? -interrompendo o empregado.
Piano? Hmmm.... Sim! Sim! Soa muito bem! É isso mesmo que vou pedir. Venha de lá ele então. - o entusiasmo era notório na face de Alfredo.
Óptima escolha!! Não se vai arrepender. - o empregado piscou ligeiramente o olho em sinal de aprovação.
Passados vinte minutos...
Aqui está ele! É ou não é uma beleza de piano? - apresentou o empregado orgulhosamente.
Está com óptimo aspecto sim senhor! Não aguento mais. Vou já começar. - Alfredo nem esperou que o empregado se afastasse para dar a primeira garfada.
Ahahah! Isso é que era cá uma fome, hein sr. Alfredo? Espero que goste. Se precisar de alguma coisa, não hesite em chamar. - o empregado afastou-se.
Poucos minutos depois da primeira garfada...
Empregado? Empregado? Pode chegar aqui por favor? - Alfredo parecia perturbado.
Sim sr. Alfredo? Precisa de alguma coisa? - retorquiu prontamente o empregado.
Este piano tem certas zonas mal passadas! Você sabe perfeitamente que eu gosto da comida bem passada! Olhe aqui... metade do piano está mal passado. Parece mesmo que nem foi cozinhado, de tão branco que está. - Alfredo mostrava impaciência.
Ahah! - sorriu amistosamente o empregado. É mesmo assim sr. Alfredo. Há teclas brancas e outras pretas. Os pianos são mesmo assim. Pensei que soubesse disso.
Você está a implicar que eu não percebo de pianos? Pois fique a saber que ofereci um órgão à minha filha e as teclas eram todas pretas. Você sabe que não gosto de comida crua. Se soubesse de antemão que o piano vinha assim, tinha antes pedido um teclado daqueles pretos. Esses sim estão sempre como eu gosto! - Alfredo fez questão de se mostrar indignado.
Desculpe sr. Alfredo! Não lhe quis faltar ao respeito. Mas por favor não queira comparar a qualidade de um piano com a de um teclado. É verdade que o teclado preto vem bem passado, mas há teclas bastante indigestas. O "Enter", por exemplo, se não estiver muito bem condimentado, torna-se muito difícil de digerir. Isto já para não falar do "Space". - argumentou o empregado.
Sim sim. Não lhe quero tirar a razão. Realmente estas teclas pretas do piano são uma delícia. Mas mesmo assim, acho um desperdício dar um balúrdio por um piano e comer apenas metade das teclas. Veja lá o que pode fazer. - pediu teimosamente Alfredo.
Bom.... Aquilo que posso fazer é pedir à cozinheira que dê umas pinceladas de caramelo torrado para dar uma côrzita. Mas depois se calhar fica muito doce. Que acha? - desenrascou-se o empregado.
Mais vale doce que cru. Aproveito e fico logo despachado da sobremesa. Faz-se o dois-em-um. - gracejou Alfredo, visivelmente agradado com a solução apresentada.
Muito bem sr. Alfredo. Nesse caso, volto já com o seu piano. Com licença. - o empregado pega no piano e dirige-se à cozinha.
Passados cinco minutos...
Aqui tem sr. Alfredo. Espero que agora já esteja do seu agrado. - o empregado voltou a pousar o piano.
Está com um aspecto delicioso. Vou só acabar com as teclas pretas e depois passo às outras. - Alfredo mal podia esperar.
Parece ser boa táctica. Mas se fosse a si tinha cuidado com o SI Bemol. - avisou o empregado misteriosamente antes de se afastar novamente.
Alfredo ataca prontamente o resto do piano. As teclas pretas desaparecem num ápice. Sem perder tempo, Alfredo atira-se às teclas brancas caramelizadas. Ignorando o aviso do empregado, Alfredo arranca com ganância o SI Bemol e leva-o à boca. De repente, engasga-se na tecla e deixa de conseguir respirar. Tenta pedir ajuda, mas o restaurante está vazio. Na cozinha, a cozinheira estava atenta aos pratos e não conseguia ouvir os barulhos da sala devido ao som das batatas a fritar. Só restava o empregado. Onde está o empregado quando precisamos dele? - pensou o sr. Alfredo em aflição. O empregado estava na sala ao lado a espreitar o sr. Alfredo por um pequeno buraco que havia na parede. Estava a testemunhar a aflição do sr. Alfredo, mas nada fez para ajudar. Alfredo levanta-se em pânico, com a cara já a mudar de côr, e começa a correr em direcção à porta em busca de socorro. Na sala ao lado, o empregado vê a tentativa do sr. Alfredo e coloca-se prontamente em posição estratégica atrás da porta à espera do momento certo. Assim que Alfredo passa pela porta, o empregado estica a perna, provocando a queda da sua vítima. Ao cair, Alfredo bate com o pescoço na esquina de uma mesa, fazendo com que o SI Bemol lhe rasgasse a garganta. A esvair-se em sangue, Alfredo olha para cima e vê o empregado a olhar para ele com um sorriso sarcástico. O empregado agacha-se, e diz: eu não disse para ter cuidado com o SI Bemol? Moral da história: Se não percebes de música, fica-te pela informática.
Boa noite sr. Alfredo! Como está o meu amigo? - cumprimentou o empregado do restaurante.
Cá se vai andando. Hoje trago uma fome dos diabos! - respondeu Alfredo
Nesse caso escolheu bem o dia para nos visitar. Temos uma óptima selecção de pratos! - disse o empregado apontando para o menu.
Hoje apetece-me experimentar um prato novo. Ora deixe cá ver... - Alfredo preparava-se para percorrer a lista.
Um prato novo? Tenho o ideal para si! Que tal lhe soa um belo piano acabadinho de fazer? -interrompendo o empregado.
Piano? Hmmm.... Sim! Sim! Soa muito bem! É isso mesmo que vou pedir. Venha de lá ele então. - o entusiasmo era notório na face de Alfredo.
Óptima escolha!! Não se vai arrepender. - o empregado piscou ligeiramente o olho em sinal de aprovação.
Passados vinte minutos...
Aqui está ele! É ou não é uma beleza de piano? - apresentou o empregado orgulhosamente.
Está com óptimo aspecto sim senhor! Não aguento mais. Vou já começar. - Alfredo nem esperou que o empregado se afastasse para dar a primeira garfada.
Ahahah! Isso é que era cá uma fome, hein sr. Alfredo? Espero que goste. Se precisar de alguma coisa, não hesite em chamar. - o empregado afastou-se.
Poucos minutos depois da primeira garfada...
Empregado? Empregado? Pode chegar aqui por favor? - Alfredo parecia perturbado.
Sim sr. Alfredo? Precisa de alguma coisa? - retorquiu prontamente o empregado.
Este piano tem certas zonas mal passadas! Você sabe perfeitamente que eu gosto da comida bem passada! Olhe aqui... metade do piano está mal passado. Parece mesmo que nem foi cozinhado, de tão branco que está. - Alfredo mostrava impaciência.
Ahah! - sorriu amistosamente o empregado. É mesmo assim sr. Alfredo. Há teclas brancas e outras pretas. Os pianos são mesmo assim. Pensei que soubesse disso.
Você está a implicar que eu não percebo de pianos? Pois fique a saber que ofereci um órgão à minha filha e as teclas eram todas pretas. Você sabe que não gosto de comida crua. Se soubesse de antemão que o piano vinha assim, tinha antes pedido um teclado daqueles pretos. Esses sim estão sempre como eu gosto! - Alfredo fez questão de se mostrar indignado.
Desculpe sr. Alfredo! Não lhe quis faltar ao respeito. Mas por favor não queira comparar a qualidade de um piano com a de um teclado. É verdade que o teclado preto vem bem passado, mas há teclas bastante indigestas. O "Enter", por exemplo, se não estiver muito bem condimentado, torna-se muito difícil de digerir. Isto já para não falar do "Space". - argumentou o empregado.
Sim sim. Não lhe quero tirar a razão. Realmente estas teclas pretas do piano são uma delícia. Mas mesmo assim, acho um desperdício dar um balúrdio por um piano e comer apenas metade das teclas. Veja lá o que pode fazer. - pediu teimosamente Alfredo.
Bom.... Aquilo que posso fazer é pedir à cozinheira que dê umas pinceladas de caramelo torrado para dar uma côrzita. Mas depois se calhar fica muito doce. Que acha? - desenrascou-se o empregado.
Mais vale doce que cru. Aproveito e fico logo despachado da sobremesa. Faz-se o dois-em-um. - gracejou Alfredo, visivelmente agradado com a solução apresentada.
Muito bem sr. Alfredo. Nesse caso, volto já com o seu piano. Com licença. - o empregado pega no piano e dirige-se à cozinha.
Passados cinco minutos...
Aqui tem sr. Alfredo. Espero que agora já esteja do seu agrado. - o empregado voltou a pousar o piano.
Está com um aspecto delicioso. Vou só acabar com as teclas pretas e depois passo às outras. - Alfredo mal podia esperar.
Parece ser boa táctica. Mas se fosse a si tinha cuidado com o SI Bemol. - avisou o empregado misteriosamente antes de se afastar novamente.
Alfredo ataca prontamente o resto do piano. As teclas pretas desaparecem num ápice. Sem perder tempo, Alfredo atira-se às teclas brancas caramelizadas. Ignorando o aviso do empregado, Alfredo arranca com ganância o SI Bemol e leva-o à boca. De repente, engasga-se na tecla e deixa de conseguir respirar. Tenta pedir ajuda, mas o restaurante está vazio. Na cozinha, a cozinheira estava atenta aos pratos e não conseguia ouvir os barulhos da sala devido ao som das batatas a fritar. Só restava o empregado. Onde está o empregado quando precisamos dele? - pensou o sr. Alfredo em aflição. O empregado estava na sala ao lado a espreitar o sr. Alfredo por um pequeno buraco que havia na parede. Estava a testemunhar a aflição do sr. Alfredo, mas nada fez para ajudar. Alfredo levanta-se em pânico, com a cara já a mudar de côr, e começa a correr em direcção à porta em busca de socorro. Na sala ao lado, o empregado vê a tentativa do sr. Alfredo e coloca-se prontamente em posição estratégica atrás da porta à espera do momento certo. Assim que Alfredo passa pela porta, o empregado estica a perna, provocando a queda da sua vítima. Ao cair, Alfredo bate com o pescoço na esquina de uma mesa, fazendo com que o SI Bemol lhe rasgasse a garganta. A esvair-se em sangue, Alfredo olha para cima e vê o empregado a olhar para ele com um sorriso sarcástico. O empregado agacha-se, e diz: eu não disse para ter cuidado com o SI Bemol? Moral da história: Se não percebes de música, fica-te pela informática.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Epifania
Madrugada...
Adormecera no sofá com um saco de gomas no colo. Apenas um pequeno urso vermelho envolto em açúcar escapara à minha fúria. Como terá isto acontecido? Nunca deixo nada ao acaso! Terá usado as suas pequenas garras engomadas para se manter agarrado ao topo da embalagem, camuflado entre as letras vermelhas do plástico? O manhoso! Mas eu estava cansado. Decidi que iria prolongar a vida do urso por mais umas horas. Mas não por muito tempo, poderia eu ter pensado. Iria servir de entrada ao nestum matinal. Longe de mim deixar ursos à solta em minha casa! Dormia descansado.... Passaram umas horas... De repente, senti uma comichão no nariz! Ainda dormente, passei instintivamente a mão na cara para aliviar a sensação incómoda. Já passou! Preparava-me para repousar novamente... Passados poucos instantes... ZÁS!!! Fui atacado de novo! Desta vez não fora uma comichão, mas sim uma pressão no interior da narina direita. O desconforto tinha sido tal que me obriguei a acordar. Levei um dedo ao nariz para tentar perceber o que se passava. E foi então que senti... uma substância áspera cobria a entrada da narina. Com o dedo, apercebi-me que a substância se estendia num trilho para baixo do nariz. Preguiçoso, envolto na escuridão, percorri o trilho com o dedo. Senti que a substância descrevia uma linha recta que ia desde a narina até à gola da t-shirt que usava. Continuei a seguir o rasto que se estendia para sul ao longo da t-shirt... lentamente... até que... o dedo tocou num bocado de plástico. NÃO!!!! Não pode ser!!! O rasto acabava no saco das gomas! O desenho começou a esboçar-se na minha cabeça. Mas... Não! Não pode ser! Não é possível! Peguei no pacote das gomas e saltei na direcção do interruptor da luz. Liguei o interruptor, mas... nada! Só faltava esta... não há electricidade! Ansioso, apalpei as paredes até chegar à cozinha. Abri uma gaveta onde tinha guardadas algumas velas e um isqueiro para momentos como este. Estava ansioso... acendi a vela... apontei de imediato a luz em direcção ao pacote e... NÃO!!! O impensável confirmou-se! O urso tinha desaparecido! Tentei controlar a imaginação, procurando na mente razões lógicas para aquilo ter acontecido. As gomas não se mexem sozinhas (repeti várias vezes para comigo). Já sei! Claro! Foi a minha mulher! Sou tão estúpido! Tirou o urso do pacote e espalhou o açúcar. Ela não gosta nada que eu adormeça no sofá. Que óbvio! Esbocei um sorriso no canto do lábio, como que controlando completamente os acontecimentos. Dirigi-me à cama para me vingar. Estava decidido em retribuir a gracinha. Ainda com a vela acesa numa mão e com o pacote das gomas na outra, abri a porta do quarto. Aproximei-me da cama, mas... a cama estava vazia?!?!?! Chamei por ela, mas não obtive resposta. Apalpei a cama para ver se estava quente. A cama estava fria! Passei a mão pela almofada... e... hã!!!! Outra vez?!? Não pode ser!!! Aproximei a vela da almofada... era... açúcar?!? A almofada estava coberta de açúcar! Mas que merda de brincadeira vem a ser esta?!?!? A ânsia passara a nervosismo. Procurei em todos os quartos. Em todos os cantos e recantos. Nada! A minha mulher tinha desaparecido! O que é que se passa aqui? A minha imaginação começou a explodir. Começaram a vir-me imagens à cabeça de filmes como o Seven e de séries de investigação criminal. Mas o que é que está a acontecer aqui? Tenho de me controlar. Calma! Tenho de raciocinar. As gomas não ganham vida. E muito menos raptam pessoas. Por outro lado... como seria possível alguém passar-me açúcar pela cara sem que eu acordasse? Mais estranho ainda... como é que eu não me apercebi da presença de alguém quando acordei com aquela pressão no nariz? Impossível! Calma! Calma! Primeiro tenho de acender as luzes. O quadro deve ter disparado. Abri a pequena porta do quadro da electricidade e preparei-me para ligar todos os botões. Mas... os botões estavam todos ligados!?!?! Então foi geral. Só pode. Quando estava para fechar a porta do quadro, reparei nuns fios soltos no quadro!!! Apontei a luz da vela... estavam cortados!!! Ao lado dos fios, pousado num pedaço de plástico, reparei em algo ainda mais macabro: uma tesoura minúscula feita de... GoMa?!?!?! MAS QUE BRINCADEIRA DOENTIA É ESTA?!?! (gritou a minha mente já assustada). No meio do pânico, algo me fez apontar a luz da vela para o saco das gomas. Li o rótulo vermelho. Noutra qualquer situação, aquilo que li não teria qualquer impacto na minha imaginação. Mas naquele momento, o meu sangue gelou... No topo do pacote, em letras vermelho-sangue, lia-se: Ursinhos Ninja. A palavra ninja fez disparar o meu coração. Soltou-se a imaginação. Lembrei-me da comichão e da pressão no nariz... O pânico instalava-se! A loucura começava a apoderar-se de mim. O urso ninja tinha entrado no meu corpo pela narina em busca de vingança. Comi toda a sua família a sangue-frio! Que horrores se esconderiam na pequena mente do urso ninja? Ele já tinha dado provas da sua competência desumana. Fugira do pacote, raptara a minha mulher, cortara os fios da electricidade e entrara no meu corpo. E tudo isto nas minhas barbas. A vingança seria terrível concerteza! Tinha começado a imaginar 1001 formas de tortura, quando senti uma dôr angustiante na barriga. Terrível e fugaz como um relâmpago, a dôr atravessou-me a zona abdominal. ARRRGH!!! Pronto! Começou... Sabia que este seria apenas o primeiro indício do horror que seguiria... Outra... AAAAAARRGGHHHH!!! Ainda mais forte! Sentia algo a cortar-me as entranhas. Algo a querer sair... as dores eram insuportáveis. Não havia nada a fazer... Estava prestes a desmaiar. Uma pequena lâmina de goma surgiu por entre as minhas tripas e, como que em forma de golpe final, rasgou um enorme buraco no meu ventre. Antes de perder os sentidos, por entre as tripas, consegui vislumbrar o urso ninja a caminhar na minha direcção com pedaços de goma de várias cores entre os braços. Eram os restos dos seus familiares. Os mesmos familiares que eu havia trocidado com os dentes. Especado em cima do meu peito, o urso ninja pousou resignadamente os restos mortais da sua família à minha frente e olhou-me nos olhos. Os seus olhos transbordavam um misto de tristeza e de sabedoria. Ainda me restavam alguns minutos de vida até me esvair completamente em sangue. Mas nesse momento... morri! Que direito divino teria eu de decidir sobre a vida de uma família de ursos de goma? Seria a vida deles menos importante que a minha? Não! A resposta estava no olhar do urso ninja... Não! A vida está em todo o lado. Nas gomas, no pacote, na vela que ainda tinha na mão... Somos todos feitos da mesma matéria. Estamos todos interligados. Caminhamos todos para o mesmo fim... Merecia morrer. Queria morrer. Reuni todas as energias que me sobravam para manter contacto visual com o urso e disse: desculpa... Desculpa porquê??? - respondeu uma voz aguda. Levanta mas é a peida do sofá e vai trabalhar, que já estás atrasado como de costume. E vê lá se não entornas o açúcar do pacote para cima do sofá. Hã?!?! Abri os olhos e vi a imagem enovoada da minha mulher. Olhei para o pacote das gomas... ainda lá estava o urso vermelho coberto de açucar. Olhei novamente para a minha mulher. Levantei-me num pulo e beijei-a... beijei-a como se fosse a primeira vez! Estava feliz... não só por estar vivo, mas por sentir que me tinha sido dada uma nova oportunidade de viver. A mensagem tinha passado. Olhei em redor. Estava tudo no mesmo sítio. A casa era a mesma... mas era tudo diferente... sorri...
Adormecera no sofá com um saco de gomas no colo. Apenas um pequeno urso vermelho envolto em açúcar escapara à minha fúria. Como terá isto acontecido? Nunca deixo nada ao acaso! Terá usado as suas pequenas garras engomadas para se manter agarrado ao topo da embalagem, camuflado entre as letras vermelhas do plástico? O manhoso! Mas eu estava cansado. Decidi que iria prolongar a vida do urso por mais umas horas. Mas não por muito tempo, poderia eu ter pensado. Iria servir de entrada ao nestum matinal. Longe de mim deixar ursos à solta em minha casa! Dormia descansado.... Passaram umas horas... De repente, senti uma comichão no nariz! Ainda dormente, passei instintivamente a mão na cara para aliviar a sensação incómoda. Já passou! Preparava-me para repousar novamente... Passados poucos instantes... ZÁS!!! Fui atacado de novo! Desta vez não fora uma comichão, mas sim uma pressão no interior da narina direita. O desconforto tinha sido tal que me obriguei a acordar. Levei um dedo ao nariz para tentar perceber o que se passava. E foi então que senti... uma substância áspera cobria a entrada da narina. Com o dedo, apercebi-me que a substância se estendia num trilho para baixo do nariz. Preguiçoso, envolto na escuridão, percorri o trilho com o dedo. Senti que a substância descrevia uma linha recta que ia desde a narina até à gola da t-shirt que usava. Continuei a seguir o rasto que se estendia para sul ao longo da t-shirt... lentamente... até que... o dedo tocou num bocado de plástico. NÃO!!!! Não pode ser!!! O rasto acabava no saco das gomas! O desenho começou a esboçar-se na minha cabeça. Mas... Não! Não pode ser! Não é possível! Peguei no pacote das gomas e saltei na direcção do interruptor da luz. Liguei o interruptor, mas... nada! Só faltava esta... não há electricidade! Ansioso, apalpei as paredes até chegar à cozinha. Abri uma gaveta onde tinha guardadas algumas velas e um isqueiro para momentos como este. Estava ansioso... acendi a vela... apontei de imediato a luz em direcção ao pacote e... NÃO!!! O impensável confirmou-se! O urso tinha desaparecido! Tentei controlar a imaginação, procurando na mente razões lógicas para aquilo ter acontecido. As gomas não se mexem sozinhas (repeti várias vezes para comigo). Já sei! Claro! Foi a minha mulher! Sou tão estúpido! Tirou o urso do pacote e espalhou o açúcar. Ela não gosta nada que eu adormeça no sofá. Que óbvio! Esbocei um sorriso no canto do lábio, como que controlando completamente os acontecimentos. Dirigi-me à cama para me vingar. Estava decidido em retribuir a gracinha. Ainda com a vela acesa numa mão e com o pacote das gomas na outra, abri a porta do quarto. Aproximei-me da cama, mas... a cama estava vazia?!?!?! Chamei por ela, mas não obtive resposta. Apalpei a cama para ver se estava quente. A cama estava fria! Passei a mão pela almofada... e... hã!!!! Outra vez?!? Não pode ser!!! Aproximei a vela da almofada... era... açúcar?!? A almofada estava coberta de açúcar! Mas que merda de brincadeira vem a ser esta?!?!? A ânsia passara a nervosismo. Procurei em todos os quartos. Em todos os cantos e recantos. Nada! A minha mulher tinha desaparecido! O que é que se passa aqui? A minha imaginação começou a explodir. Começaram a vir-me imagens à cabeça de filmes como o Seven e de séries de investigação criminal. Mas o que é que está a acontecer aqui? Tenho de me controlar. Calma! Tenho de raciocinar. As gomas não ganham vida. E muito menos raptam pessoas. Por outro lado... como seria possível alguém passar-me açúcar pela cara sem que eu acordasse? Mais estranho ainda... como é que eu não me apercebi da presença de alguém quando acordei com aquela pressão no nariz? Impossível! Calma! Calma! Primeiro tenho de acender as luzes. O quadro deve ter disparado. Abri a pequena porta do quadro da electricidade e preparei-me para ligar todos os botões. Mas... os botões estavam todos ligados!?!?! Então foi geral. Só pode. Quando estava para fechar a porta do quadro, reparei nuns fios soltos no quadro!!! Apontei a luz da vela... estavam cortados!!! Ao lado dos fios, pousado num pedaço de plástico, reparei em algo ainda mais macabro: uma tesoura minúscula feita de... GoMa?!?!?! MAS QUE BRINCADEIRA DOENTIA É ESTA?!?! (gritou a minha mente já assustada). No meio do pânico, algo me fez apontar a luz da vela para o saco das gomas. Li o rótulo vermelho. Noutra qualquer situação, aquilo que li não teria qualquer impacto na minha imaginação. Mas naquele momento, o meu sangue gelou... No topo do pacote, em letras vermelho-sangue, lia-se: Ursinhos Ninja. A palavra ninja fez disparar o meu coração. Soltou-se a imaginação. Lembrei-me da comichão e da pressão no nariz... O pânico instalava-se! A loucura começava a apoderar-se de mim. O urso ninja tinha entrado no meu corpo pela narina em busca de vingança. Comi toda a sua família a sangue-frio! Que horrores se esconderiam na pequena mente do urso ninja? Ele já tinha dado provas da sua competência desumana. Fugira do pacote, raptara a minha mulher, cortara os fios da electricidade e entrara no meu corpo. E tudo isto nas minhas barbas. A vingança seria terrível concerteza! Tinha começado a imaginar 1001 formas de tortura, quando senti uma dôr angustiante na barriga. Terrível e fugaz como um relâmpago, a dôr atravessou-me a zona abdominal. ARRRGH!!! Pronto! Começou... Sabia que este seria apenas o primeiro indício do horror que seguiria... Outra... AAAAAARRGGHHHH!!! Ainda mais forte! Sentia algo a cortar-me as entranhas. Algo a querer sair... as dores eram insuportáveis. Não havia nada a fazer... Estava prestes a desmaiar. Uma pequena lâmina de goma surgiu por entre as minhas tripas e, como que em forma de golpe final, rasgou um enorme buraco no meu ventre. Antes de perder os sentidos, por entre as tripas, consegui vislumbrar o urso ninja a caminhar na minha direcção com pedaços de goma de várias cores entre os braços. Eram os restos dos seus familiares. Os mesmos familiares que eu havia trocidado com os dentes. Especado em cima do meu peito, o urso ninja pousou resignadamente os restos mortais da sua família à minha frente e olhou-me nos olhos. Os seus olhos transbordavam um misto de tristeza e de sabedoria. Ainda me restavam alguns minutos de vida até me esvair completamente em sangue. Mas nesse momento... morri! Que direito divino teria eu de decidir sobre a vida de uma família de ursos de goma? Seria a vida deles menos importante que a minha? Não! A resposta estava no olhar do urso ninja... Não! A vida está em todo o lado. Nas gomas, no pacote, na vela que ainda tinha na mão... Somos todos feitos da mesma matéria. Estamos todos interligados. Caminhamos todos para o mesmo fim... Merecia morrer. Queria morrer. Reuni todas as energias que me sobravam para manter contacto visual com o urso e disse: desculpa... Desculpa porquê??? - respondeu uma voz aguda. Levanta mas é a peida do sofá e vai trabalhar, que já estás atrasado como de costume. E vê lá se não entornas o açúcar do pacote para cima do sofá. Hã?!?! Abri os olhos e vi a imagem enovoada da minha mulher. Olhei para o pacote das gomas... ainda lá estava o urso vermelho coberto de açucar. Olhei novamente para a minha mulher. Levantei-me num pulo e beijei-a... beijei-a como se fosse a primeira vez! Estava feliz... não só por estar vivo, mas por sentir que me tinha sido dada uma nova oportunidade de viver. A mensagem tinha passado. Olhei em redor. Estava tudo no mesmo sítio. A casa era a mesma... mas era tudo diferente... sorri...
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